December 8, 2009

Caos organizado em A Town Called Panic

Frenética e bizarra, produção belga é uma obra prima da animação.

Panique au Village é hors concours, literalmente. Exibido em Cannes fora de competição, o filme é uma animação em stop-motion criativa e genial, fruto do trabalho intenso dos realizadores belgas Stéphane Aubier e Vincent Patar. Mais de 144 mil frames, 200 litros de cola para madeira, 45 mil tijolos em miniatura e 260 dias de filmagem deram vida a essa obra prima da animação.

O enredo é bizarro. Índio e Cowboy, minúsculos bonequinhos em plástico (assim como todo o resto do “elenco”), moram com Cavalo e decidem lhe comprar um presente de aniversário: uma churrasqueira. Para tanto, precisam comprar tijolos a fim de confeccioná-la. O problema surge quando, ao invés de encomendarem 50 tijolos, acabam, acidentalmente, pedindo a modesta quantia de 50 milhões.

Esse é o ponto de partida para uma série de acontecimentos estranhos e catastróficos que acontecem na vida dos três personagens. Passando do pacato vilarejo às profundezas da terra, ao mar e à neve, a aventura de Cavalo, Índio e Cowboy, que faz rir a todo o momento, segue um ritmo frenético. O improvável não encontra limites nessa produção: Cavalo dorme em pé, colado à parede, de cobertor e travesseiro. Índio e Cowboy, assim como nos filmes western, vivem em eterna disputa.Steven,o fazendeiro, devora no café da manhã uma torrada com Nutella em tamanho natural – ou seja, mais do dobro de seu tamanho.

No entanto,embora o absurdo seja uma constante no longa, ele não chega a ser non-sense. A história segue uma progressão clara, pontuada por diversos clímax, prendendo,assim, a atenção de quem assiste durante os 76 minutos de filme. Mas nem só de histeria é feito Panique au Village. Os personagens são dotados de certa dimensão humana: Cavalo, por exemplo, é completamente apaixonado por Madame Longrée (uma égua que dá aulas de piano) e se acanha cada vez que fala com ela. Além disso, a maioria dos elementos do filme, de brinquedo, remete a uma infância comum a todos,trazendo um gosto de nostalgia.Em Panique au Village tudo pode acontecer: o bizarro se mistura ao sensível, mostrando que mesmo em meio ao caos é possível encontrar um quê de poesia.

October 20, 2009

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

O Cronometrista,terceiro longa de Louis Bélanger, acerta ao revelar as facetas sombrias que a natureza humana adquire em situações extremas.

O Cronometrista (The Timekeeper,Canadá, 2008), produção do diretor Louis Bélanger baseada no romance homônimo de Trevor Ferguson, narra a estranha história de Martin Bishop (Craig Olejnik), um canadense de dezoito anos, que, após o falecimento do pai, perde todas suas posses. Na miséria, o jovem se vê obrigado a trabalhar na construção da Grande Ferrovia de Slave Lake para poder sobreviver. Imerso no outono da tundra canadense – uma floresta ao noroeste afastada de qualquer sinal de civilização -, Martin conhece Fisk, chefe das obras e carrasco, que obriga sua legião de 73 trabalhadores a seguir um ritmo caótico de produção: 52 milhas em 52 dias.

A maioria dos homens sob seu comando, pobres, bandidos, analfabetos ou miseráveis, se deixa explorar para conseguir um pagamento ínfimo ao término dos dias. Martin é empregado por Fisk para ocupar o cargo de “cronometrista”, uma vez que o seu predecessor havia “desaparecido”. Sua função é gerir as horas de trabalho de cada um dos 73 homens e manter todos os dados atualizados. Mas o jovem logo percebe a maneira tirana com que Fisk lida com os trabalhadores, explorando, manipulando as horas trabalhadas, abusando de força e de poder, e resolve não ficar calado, questionando e sabotando os métodos do carrasco.

O chefe de obras logo expulsa Martin do campo do acampamento, e o garoto não encontra outra opção senão perambular pela floresta na companhia dos outros excluídos – os chamados garbage eaters (comedores de lixo), que garantem sua sobrevivência alimentando-se dos restos de comida dos ex-colegas.

A partir daí trava-se uma luta para viver e denunciar os abusos cometidos por Fisk. O Cronometrista foca sistematicamente no dualismo do bem contra o mal, do certo contra o errado, do justo contra o injusto – porém de uma forma criativa. Toda a jornada de Martin é guiada por seus princípios e moral, heranças inestimáveis de seu falecido pai. Porém, existe uma linha tênue separando os pólos desses valores: não raro o protagonista, é obrigado a fazer algo a princípio moralmente inaceitável, mas que, dadas as circunstâncias, acaba se justificando.

No entanto, o desempenho de Craig Olejnik deixa a desejar: o ator não consegue transmitir o sentimento de força que seu papel exige, parecendo muitas vezes mais um galã da floresta do que de fato alguém que luta para sobreviver em uma situação adversa. Ademais, o filme apresenta algumas outras falhas, como o desaparecimento repentino e fora de contexto do índio que faz parte do grupo dos garbage eaters.

No entanto, O Cronometrista possui seus méritos – e a fotografia é um deles. Longe de mostrar somente a beleza óbvia da região em que é filmado, a câmera explora a natureza selvagem e muitas vezes traiçoeira da floresta. A trilha sonora, bem pensada, se faz presente em poucos, porém bem escolhidos momentos do filme. God’s Gonna Cut You Down , de Johnny Cash, por exemplo, dá ritmo à fuga de Martin e seu companheiro Scully e transmite o sentimento dessa jornada em busca da liberdade: mais cedo ou mais tarde quem foge acaba encurralado.

Portanto,embora apresente defeitos, O Cronometrista, é em geral, um filme dinâmico e bem elaborado, revelando as profundezas da natureza humana traduzidas nos aspectos psicológicos dos personagens. Terceiro longa metragem de Louis Bélanger,o filme definitivamente faz jus à sua participação na 33a Mostra Internacional de Cinema.

July 30, 2009

O mel de Caramelo

Ok, péssimo trocadilho no título. Mas e daí? O que importa é que o filme em questão é excelente. Já faz um tempinho que eu o vi mas só tive vontade de postar agora.

O título do filme faz alusão à pasta de caramelo usada para depilação no salão de beleza SiBelle, localizado em Beirute. É nesse ambiente que 5 mulheres se reunem diariamente e dividem seus medos, alegrias e frustrações no que diz respeito principalmente a casos amorosos. Layale, que me lembra em alguns momentos Penélope Cruz e é interpretada pela diretora do filme Nadine Labaki, tem um caso com um homem casado e vive na esperança que ele se separará para finalmente ficar com ela. Jamale,obcecada pela imagem, tenta arranjar bicos na televisão  e morre medo de  medo de envelhecer. Nisrine vai se casar em breve mas  não é mais virgem, o que coloca um problema para o marido, que é muçulmano. Rima é homossexual e Rose vive para cuidar de sua irmã já muito velha, que  não bate bem da cabeça.

O filme é  uma montanha russa de emoções, alternando momentos de melancolia com outros de extrema alegria compartilhados por esse grupo de mulheres que, embora diferentes, no fundo possuem ambições e valores parecidos.A trilha sonora segue o ritmo do filme, ora com músicas alegres, ora com outras mais intimistas e tristes,cantadas em árabe, com grande carga emocional. Destaque para Mrayte ya Mrayte, que se aplica à última categoria.

No fim das contas quem assiste o filme acaba se emocionando e vivenciando junto com as personagens os dramas de cada uma. Vê-se claramente que muitos deles, como o de Nisrine, por exemplo, são típicos de uma sociedade que, embora tenha aderido à modernidade, não deixa de lado seus costumes arraigados e tabus religiosos. Apesar disso, todas as mulheres se identificam de alguma forma com essas 5 libanesas, que vivem da maneira mais pura problemas,sentimentos e dilemas universais, inerentes à vida de qualquer uma.E Nadine Labaki logrou, de forma extremamente sensível e profunda,em transmitir tudo isso numa realidade nua e crua.

Pra quem se interessar, aqui vai o trailer:


May 29, 2009

Jornalismo Literário em Pauta

…Porque quem é vivo sempre aparece! Cumprindo fielmente a minha resolução de só postar quando tiver algo interessante a dizer, aqui vai um pequeno resumo sobre o debate sobre Jornalismo Literário (Jornalirismo) que ocorreu na última terça-feira no SENAC Lapa.

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Embora fosse apenas pouco mais de 6 horas da tarde, o céu já havia escurecido e a noite já invadia São Paulo. O cenário era o auditório localizado no estabelecimento de ensino SENAC, no bairro da Lapa. Dentro do local, havia pouco movimento. Algumas pessoas aqui, outras acolá, alguns funcionários organizavam o debate, faziam teste de som, zanzavam.

O público ainda era pequeno. Ninguém chega com uma hora de antecedência em um evento. Às 18h30 o cenário não havia mudado muito. Uma quantidade sensivelmente maior de pessoas já se encontrava no auditório, mas ainda estavam todos muito dispersos. Por volta das 19h00, os que haviam chegado com maior antecedência têm seu primeiro deleite da noite: Daniel Piza, editor-executivo e colunista de cultura do jornal O Estado de S. Paulo adentrava o recinto.

Aos poucos, o salão antes vazio começa a se encher. Os outros palestrantes também começam a chegar: Eliana Brum,autora,repórter especial da revista Época  e única mulher da mesa; Sergio Vilas Boas, repórter e professor universitário e Allan da Rosa, poeta e dramaturgo. Às 19h40 a sala já estava cheia e a agitação era crescente. Quando Pedro Bial, repórter e apresentador da Rede Globo finalmente chega às 19h50, as últimas preparações são feitas, os palestrantes se colocam a postos e o debate, enfim, tem início.

ERA UMA VEZ UM JORNALISMO INDEPENDENTE

O debate Jornalirismo está inserido no contexto do lançamento do mais novo curso de jornalismo do Senac , o de Jornalismo Literário,ministrado pelo professor Guilherme Azevedo. A primeira questão colocada em pauta no debate foi relativa à independência do jornalismo. “É possível fazer um jornalismo independente?”.   Para o jornalista cultural Daniel Piza, “É possível, (…) mas é difícil”. Piza cita exemplos como Paulo Franz e Millôr Fernandes, a seu ver, jornalistas que conseguiram ser independentes. Para ele, “o jornalista independente não é aquele de esquerda ou direita, integrado ou apocalíptico (…) o gênio não é um tipo de pessoa, o gênio é uma obra. Existem jornalistas independentes sim, mas são poucos”.

Bial, respondendo à mesma questão, salientou hoje a comodidade existente dentro do meio jornalístico. Segundo ele, “o senso comum é que pauta a maioria dos gestos e exprime a preguiça de pensar de muitos jornalistas (…) deve existir uma busca cotidiana: acordar todos os dias disposto a ver e a enxergar”. Eliana Brum complementou Bial, afirmando que “ser repórter é olhar para ver” e que “começamos a ser repórteres duvidando de nossas próprias certezas”.

MITOLOGIA E JORNALISMO

O debate prosseguiu a partir da colocação do mediador Guilherme Araújo, que será o professor docente do curso Jornalismo Literário no SENAC: o jornalismo deveria abandonar cada vez mais a visão mecânica para aproximar-se do mito.

Para Sérgio Vilas Boas esta transição para o mito revela um “prazer no trajeto e não no destino”, uma vez que há muito os fins têm valido mais que os meios, essa aproximação torna-se muito proveitosa para o jornalismo. Eliane Brum com sua peculiar serenidade e seu discurso poético, ao se expor complementou Vilas Boas “esse é o resgate da subjetividade”, disse.

O DEBATE

Como era de se esperar, as discordâncias começam a tomar conta do auditório. Pedro Bial tomou microfone para fazer algumas considerações sobre tudo o que tinha sido dito até então. Discordando do que Sérgio Vilas Boas havia dito anteriormente, o apresentador afirmou categoricamente que o jornalismo impresso não vai acabar. Para ele, as pessoas simplesmente não conseguem acompanhar a quantidade de informações para cima delas. “Um amigo disse uma vez:’ não consigo apreender nada! Tento prestar atenção naquela quantidade de imagens que ficam passando na tela e ao mesmo tempo acompanhar o que estão falando. Acabo não entendendo nada!’ ”, comentou.

Sérgio Villas Boas ainda faz algumas alfinetadas à grande mídia e à Rede Globo em particular, o que acabou por tornar o debate um tanto quanto enfadonho. Seu discurso acabou se repetindo e se tornando vazio. A platéia também começa a se dispersar…

BALANÇO

De forma geral o debate foi interessante, mas o jornalismo literário em si não foi o cerne da discussão, o que não fez muito sentido dado o nome do evento ser Jornalirismo . O debate se encerrou às 22h com perguntas da platéia que foram enfadonhas, tratando mais de questões e dramas pessoais do que de temas que poderiam de fato agregar algo à discussão anterior.

May 13, 2009

Bê-a-bá de Bénabar

Não sei se já deu pra perceber, mas eu tenho uma certa (grande) queda pela cultura francesa em todos os seus níveis e acho que isso vai acabar por transparecer nos assuntos que escolho escrever por aqui.

Bem, isso posto, achei interessante falar sobre um cantor chamado Bénabar que embora não tenha quase nenhuma repercussão fora da França, constitui uma das grandes promessas da música pop do país

Bruno Nicolini, vulgo Bénabar, nasceu em 16 de junho de 1969 na província francesa de Thiais,próxima a Paris. Iniciou sua carreira profisisonal no cinema, passando a sshow em Paris,novembro de 2006er cenarista de televisão até começar, enfim, a compor músicas. Em 1997 Bénabar lança seu primeiro álbum, La  P’tite Monnaie (“A pequena moeda”), que na época passou despercebido.

É somente em 2001, com o álbum Bénabar ,que o cantor se torna conhecido no cenário musical francês, com hits como À notre santé e Y a une fille qu’habite chez moi. O cantor parte então em turnê e lança em 2003,2004 e 2005 mais três álbuns, sendo que o segundo lhe rende o prêmio de melhor álbum do ano de 2004. Com menos de 10 anos de carreira Bénabar tornou-se um ícone na França.

Suas músicas são diversificadas e o cantor se utiliza de instrumentos como o trompete, o piano e o violoncelo para se renovar constantemente. Elas tratam geralmente de temas do cotidiano, e de situações pelas quais todos os mortais já passaram: aprender a andar de bicicleta, ser obrigado ir a um jantar chato com pessoas igualmente chatas, aturar o amigo irritante que perdeu a namorada e não pára de falar um minuto nela… Tudo isso tratado de forma irreverente e humorística. A arte de Bénabar é a de produzir crônicas da vida moderna, eternizando momentos em princípio ordinários mostrando que até eles possuem sua importância.

May 10, 2009

Muito além dos muros da escola

Ok, sei que venho com um certo atraso comentar esse filme,mas não importa. Entre os Muros da Escola (Entre les murs, França 2008), dirigido por Laurent Cantet, não pode ser passado despercebido tanto por ser um excelente filme quanto pela sua temática, que continua sempre atual .

A história se passa em um colégio da periferia parisiense, que acolhe em sua maioria alunos filhos de imigrantes marroquinos, malineses, antilhanos, chineses. O professor de francês François, interpretado por François Bégaudeau, vivencia o dia-dia difícil de um colégio típico de periferia, palco de tensões sociais dos mais diversos tipos. Ele possui o desafio de dar aula a alunos indisciplinados, oriundos de meios sociais desfavorecidos e vítimas de um preconceito latente da sociedade francesa devido às suas origens étnicas.  Com o passar do tempo tanto François quanto os alunos acabam por ter um aprendizado que vai muito além dos muros da escola.

O aspecto mais fascinante do filme de Laurent Cantet é o fato de que ele retrata com uma realidade nua e crua os conflitos e contradições existentes na sociedade francesa para com os imigrantes. A escola é uma excelente metáfora para descrever um problema de cunho maior, enraizado na França e nos países europeus de uma forma geral. É o mesmo problema que levou jovens franceses às ruas em 2005 para incendiar carros. São imigrantes em sua maior parte magrebinos que saem de seus países de origem em busca de um futuro melhor na França, a pátria que os colonizou.

Recém- chegados ao país eles se deparam com a dura realidade: diferenças culturais, religiosas, dificuldade de aprendizado da língua, preconceito. Se instalam nas periferias das grandes cidades como Paris,Marselha e Estrasburgo e vivem como que excluídos do resto da sociedade. Seus filhos freqüentam escolas como a do filme em questão, criando um ciclo vicioso que culmina não raramente na expulsão do imigrante sans-papier (sem documento).

Alguns projetos que tem por objetivo gerir a imigração de forma humana ao invés de impor restrições de forma arbitrária já estão em vias de implantação. Foi inaugurado no fim de 2008, no Mali, um centro piloto de informação e gestão das migrações, trabalho fruto de um diálogo entre Europa e África. Esse centro servirá como um mediador entre o imigrante africano em potencial e a Europa. Esse imigrante será informado sobre as vantagens e desvantagens da imigração, sobre oportunidades de trabalho legal em solo europeu. É apenas um primeiro passo em direção a um diálogo maior entre os dois continentes, mas já representa uma grande conquista quando comparado às políticas imigratórias que vem sendo adotadas até então pelos países europeus.

O comissário europeu encarregado do desenvolvimento e da ajuda humanitária Louis Michel declarou ao jornal Le Monde que “nunca uma medida coercitiva, repressiva ou securitária impedirá alguém de tentar melhorar seu destino. A imigração não é um fenômeno criminoso. Ela existe desde o começo dos tempos. (…) Acolher a imigração ao invés de lutar contra esse fenômeno poderá ser benéfico para todos”. É desse tipo de discurso que a Europa necessita.

May 9, 2009

Saudações

Saudações,pessoas.

Eis que eu, Isabella, repudiadora de blogs por natureza, me rendi após alguma relutância à brincadeira. Não sei quanto tempo isso aqui vai durar, já que eu tendo a ser bem inconstante e minhas empreitadas. Também não quero postar qualquer porcaria por obrigação. Então pretendo vir aqui só quando tiver algo de relevante para falar.

Os assuntos serão diversos,não pretendo seguir uma linha específica. Aspirante a jornalista que sou, a ideia é falar de um pouco de tudo : literatura,cinema,música,política,vida em geral…

O nome Deux Magots não foi escolhido por acaso. Esse é na realidade o nome de um conhecido café parisiense do bairro Saint-Germain-des- Prés  que se tornou notório por ser o ponto de encontro da elite intelectual da cidade. Em pé desde 1885, foi frequentado por escritores como Rimbaud e Verlaine, Sartre e Simone de Beauvoir- a lista é extensa. Enfim,uma pequena analogia ao conteúdo que o blog poderá vir a ter.

Bom,eis tudo que um post introdutório deve conter.

Ah, e sejam benvindos.